07 abril 2016

Acho que todo recomeço é lento

Ou devia ser. Eu estou aqui, tentando comer mais saudavelmente. Tô até usando o myfitnesspal e me atento a tomar o segundo copo de água, pelo menos. Ainda não fiz chá; só café. Ainda não comi o rabanete e o chuchu. Estive desanimada pra caramba hoje, e desarranjou um pouco a digestão.
Tenho duas submissões de artigos pra pensar (ao menos) e livros pra ler. A notícia boa (agora, porque depois me complica a vida) é de que eu não tenho de dar aulas no sábado, apesar de precisar ir pra Faculdade.
Amanhã volto ao Delboni. Estou fazendo os exames de check up e faltam o papa e a colpo. 
Recebi a notícia de uma pessoa próxima de que ela está prestes a sair da empresa. Pena, pela crise financeira, e porque é a área dela. Se eu saísse pra uma coisa melhor, seria bom. Não reclamo, porém: gosto muito deste momento e quero focar em produção acadêmica. Preciso e quero aquecer meu lattes.  
Vou lá tomar um café e as vitaminas. Tomo, diariamente, Centrum, 300mg de ferro (eu devia tomar 600 e restringia, por custo, mas o exame me fez mudar de ideia e ver que tem de ser 600 e por isso vou aumentar, mesmo); ácido fólico e cálcio. Semanalmente, 50.000 UI de vitamina D e um comprimido de Citoneurin 5000. Pelo menos isso eu tenho mantido com regularidade. Com o acerto da alimentação, devo conseguir melhorar os níveis de nutrientes. 
É, eu sei: falta começar os exercícios. Vou fazer isso. 
Em tempo: o filme Bridget Jones 3 sai neste ano. E sim, em muitas vezes eu ainda digo Bridget Jones, c'est moi.

06 abril 2016

Retomando o meu objetivo

Por diversas vezes pensei em postar neste blog. Pensei. Quis. Devi. Tentei. Daí, eu me distraía, ou pensava que teria de fazer um relatório do que se passou nesse tempo todo. E desisti a cada vez que pensei nisso.
Interessa dizer algumas coisas básicas: continuo na HP, me doutorei, fui à Inglaterra (!!!) por poucos e inesquecíveis dias, comecei a lecionar numa faculdade, mudei de cidade, engordei pra caramba porque tomei coca-cola, comi errado e não me exercitei, e agora que a balança mostra 70.9 kg eu estou muito determinada a eliminar pelo menos oito quilos. 
De certo modo, a vida está estabilizada, mas é tudo muito incerto num tempo de crise: rezo para que permaneça empregada e morando na minha casinha alugada. Nunca fui de poupar, e só depois de "velha" estou colocando minhas contas em dia. O que tenho de meu, além das dívidas e da Lana, minha dasch, é o FGTS guardadinho. Uma merreca pra comprar uma casa quando alcançar o valor mínimo pra Caixa financiar -- isso se as coisas continuarem com subsídio. Acho difícil se a direita assumir o país, mas não vou usar esse blog pra ficar falando da crise ou do que eu penso sobre política (e penso muita coisa, mas aqui não é o lugar simplesmente porque não quero).
Eu sei que toda mudança é lenta e gradual. Então, vou começar pelo básico: substituir coca-cola por qualquer líquido saudável e tomar água (é: eu não tomo água e ainda sonho em ser saudável) e cortar o pão. Esses são meus dois venenos. Eu sinto a gordura estourando na pele das coxas. Eu vi a balança subir como rojão. Resolvi que não dá mais. Então, água e comida decente it is. 
Deste ponto, há a consequência: o que comer, se não pode cortar carboidrato? Se eu tenho de manter as vitaminas e nutrientes em níveis decentes? eu vi que está tudo de normal pra abaixo da faixa, no exame que fiz há quinze dias. fiz até a endoscopia. Mas vou esperar emagrecer quatro quilos pra voltar ou o Dr. Thales me mata -- e com razão. 
Continuando: o que comer? Vem a dúvida seguinte e inseparável: como cozinhar e não deixar estragar, se eu moro sozinha, não tenho freezer, e não dá pra ficar cozinhando toda hora porque eu trabalho (tá, vejo seriado na Netflix à noite, faço meu bordado quando vou de trem a São Paulo -- é; eu bordo)? Não tem jeito: vou ter de tentar cozinhar menos e comer direito. Não vou nem questionar o horário louco em que durmo e acordo. Basta, por enquanto, que eu coma decentemente quando a forma bater, seja a que hora for. E não vou tirar o açúcar do café. Comprei demerara por questão de ser menos venenoso, mas a ideia não é substituir por adoçante, e sim diminuir o consumo do próprio açúcar. Não fiz operação do estômago pra tirar o açúcar da minha vida. 
Então, é isso: água (vou começar com o objetivo de pelo menos dois copos por dia), sem coca-cola, sem pão, e comida feita em casa. Eu faço bem temperadinha, quase não uso
óleo ou azeite, e como aquele arroz integral de grãos, de que gosto muito mesmo. eu fui ao mercado ontem à noite e fiz a feira. Fiquei umas horas em terapia manual de lava, seca, corta, armazena e guarda a comida da semana. Não cheguei à perfeição das saladas em potes de vidro, mas tem muita variedade prontinha pra consumo na geladeira: cenoura em palito, pimentão verde e pimentão vermelho prontos pra refogar ou usar em salada, chuchu ralado e conservado em água (aprendi na Temakeria & Cia.), beterraba ralada (dá pra bater no liquidificador com a cenoura em palito -- hummm!), pepino, rabanete (esse eu descasquei e deixei num molho com água e vinagre de álcool) e os tomates cereja. Tem cebola pra cortar na hora, e eu vou ver se aprendo a incrementar uns molhos espertos e light pra salada. De manhã (quer dizer, depois das três horas e meia que vou dormir hoje) eu cozinho o arroz e faço uma omelete (olha o pimentão e o cheiro verde aí, gente!). 
O passo seguinte é me exercitar. Calma. Eu me conheço e se eu tento começar tudo de uma vez, desisto numa semana. Mas sim, vou tentar postar aqui como forma de me lembrar do meu compromisso para a vida: a escolha que eu fiz, há muito, muito tempo, de que eu quero ser magra. Só que magra não é mais o padrão revista ou mídia assassina. Aos quase quarenta e sonhando em, quem sabe, engravidar, o meu magra é ter onde pegar e ter disposição e energia, e ainda sair bonita no book que eu ainda vou fazer (podem escrever, que vou).

25 março 2014

O agora



Estou num momento bastante delicado da minha vida. Hoje, com 63 quilos exatos  -- eu já tinha chegado a 59,4kg em setembro passado --, e sinceramente, embora eu queira emagrecer, preciso cuidar de coisas mais prementes, tais como conseguir dormir, parar de sentir fobia só de ouvir o comunicador da empresa tocar, achando que é minha chefe me chamando, porque ando tão cansada.
Por dois anos, praticamente fui parando todas as atividades sociais e acadêmicas e de saúde pra me dedicar à empresa. Primeiro, eu achava que teria um fim: além de aprender o necessário no novo cargo para o qual eu havia sido promovida em setembro de 2011, nós conseguiríamos colocar todos os processos nos novos trilhos em que estávamos, já que a nossa área foi para debaixo da asa de uma área maior e bem distinta. Depois, tive questões de ordem particular, e uma família com problemas, uma irmã com questões sérias de saúde, tendo de ser operada o mais rapidamente possível, e todas as cobranças pra cima de mim. Não só de mim, de todos, mas acho que de algum modo eu senti muito mais a pressão, ou assim me parece. Ter de trabalhar diariamente por mais de 12 ou 14 horas, sem ganhar hora extra, porque se eu começasse a apontar horas eu teria de dar conta dos minutos que ia ao banheiro (era assim que me sentia), ter de trabalhar em todos os feriados, ter de justificar todas as vezes (e foram algumas consideráveis) em que eu fui ao médico, por problema de saúde ou por questões pré- e pós-operatórias (semana passada fez um ano que passei por uma abdominoplastia total), e ter de brigar para poder tirar férias foram coisas que, aos poucos, foram me minando.
Ao mesmo tempo, como o tempo não para, eu senti mais e mais a ampulheta da pós na cabeça. Meu prazo original foi reformulado. Então, agora eu estudo como posso, e quando posso. Eu não sei como, mas vou conseguir entregar. Estou naquela urgência de ter de parar de ler e começar a escrever, mas estou tão cansada, e o valium não fz efeito. Tomo as 10 miligramas que o médico mandou, mas nada resolve. Não faço as unhas, não seco o cabelo (ainda bem que Deus me abençoou com um cabelo maravilhoso), e a única coisa que estou conseguindo fazer por mim, no momento, é tomar as vitaminas. Tomo lavitam, materna, ácido fólico, ginseng, e caltrate. Sumiu o frasco de vitamina D, e preciso tomar.
A scooter quebrou, então eu estou pedalando o triciclo à força. Isso me ajuda a não engordar mais, mas eu tenho os malditos vícios que não tenho estrutura psicológica agora para tirar.

08 novembro 2012

Hoje faz um mês que eu parei de tomar coca-cola

De qualquer tipo. Agora, só Schweppes, água, chá, guaraná zero, H2O. E café, porque a quantidade de trabalho tá fogo. Hoje, pro exemplo, saí eram 10:45. Voltei rezando pra não ser assaltada. ainda bem que pessoal do transporte é sempre tão atencioso comigo, tanto do trem, quanto do ônibus, quanto do metrô. 
Tenho ido pra empresa diariamente, e trabalhado muuuuuuito. Em consequência, meu doutorado anda congeladinho. Leio mas o "céboro" não absorve, e no final do ano a coisa fica punk. Mesmo assim, insisto, porque amo o que eu estudo. MESMO. 
A agenda está cheia, mesmo. No dia 13 tem festa anual da empresa, e vou com o meu amigo André, as always. No dia 22 tem a defesa do doutorado da Soso, minha amiga querida, e à noite em show dos Tears for Fears no Espaço das Américas. Como diz meu irmão, que mundo pequeno: quem diria que um dia eu veria o Roland e o Curt tocando no bairro em que eu morei ao nascer?!?
Fora isso, tem uns freela que aparecem, e eu também estou indo à igreja. Semanalmente, vou ao culto da pentecostal, com a Valéria, e à missa, na Paulista. Não, não estou louca: eu só gosto de ir aos dois. É verdade que a gritaria da pentecostal me incomoda. Deus não é surdo não, mas o fervor e a energia do lugar é o que me movem. São muito sinceros e transparentes no propósito deles. 
Também tenho feito um esforço pra não me afastar dos amigos, porque a coisa mais fácil que existe é deixar a vida te vencer e te afastar das pessoas. Assim, marco uma vez com a Estela, ou com a Elaine, ou com meu irmão e a minha cunhada, e por aí vai. Escrevo emails quando consigo, pros amigos. Fiquei sabendo que a Lenina veio me procurar, e eu ia ligar pra ela no sábado, por conta do aniversário dela. Vou escrever antes e agradecer, é claro, e ver se a gente marca de se ver.
Parei a terapia faz três meses por falta de tempo na agenda do analista, e bem que eu precisaria voltar.
A família eu vejo pouco, mas ligo sempre. É uma coisa contraditória: amo todos eles, mas eu me irrito facilmente com as brigas, com o falatório, o barulho da casa. Eu não sei, acho que me desacostumei. Tenho meu ritmo, outros gostos, e outra forma de ver as coisas. E também me sinto incompetente porque não consigo resolver os problemas dos outros, e como me nego a sentir culpa pelo que não dá pra resolver, e escutar é ruim porque QUEREM que eu tome uma posição, eu me estresso. 
Estou num momento de pensar na minha vida, e do que eu quero para o agora e para o futuro. Para o agora e para o futuro, quero aproveitar o dia, carpe diem, e saber que a vida vale a pena. Por isso parei com a coca-cola. Eu quero ser feliz sem desperdiçar todo o meu esforço com a cirurgia e os exercícios -- que vou retomar, mas agora acho que só em janeiro. Por enquanto, sigo tentando manter um mínimo de dieta saudável: leite, queijo, frutas, e um almoço balanceado -- tenho almoçado no Viena, porque dá pra pagar e porque o preço "salgado" de 50 reais o quilo me fazem controlar o prato, e eu fico em torno de 150-200 gramas por refeição.
Também tenho lido livros de ficção, porque posso carregar no Kindle e ler enquanto estou no trem e no metrô, e porque não exigem que eu processe a informação além do nível do relato. Li Cinquenta tons de cinza e estou lendo Cinquenta tons mais escuros. Li de novo A Ordem da Fênix e O Príncipe Mestiço e estou relendo As Relíquias da Morte. Li novamente Minha Doce Annie e li outros tantos da coleção clássicos históricos e A cegonha chegou. em suma: leitura leve, se comparada ao Florestan Fernandes, que estou lendo também.
Só não estou conseguindo dormir como eu gostaria. eu comecei a tomar 3mg de melatonina à noite, mas é perigoso: ainda que eu demore a dormir, quando eu durmo, eu "capoto" e daí, perder a hora é facinho! Ou seja: o fitoterápico é bãããão, sô, mas tem de ser tomado cedo!
Por falar nisso, já são horas de eu estar dormindo faz tempo. Por isso, fui!

13 setembro 2012

Crise no paraíso pós-cirurgia

Não adianta negar: eu relaxei no processo e me danei. Tomando coca-cola, café, comendo um sanduíche, ou a mais do que devo... F%##$&$$& tudo, né. Estava quase saindo da casa dos 60 quilos e agora eu me pesei e engordei dois quilos de maio pra cá. Ou seja, desde que parei os exercícios.
Por isso, tomei uma resolução: posso me lascar, morrer de sono, dormir menos, mas VOU PEDALAR corretamente e com frequência; PAREI com o refrigerante (até o zero); e PAREI com os docinhos. DEUS ME LIVRE de não emagrecer o que falta pra poder fazer a plástica.
É verdade que o processo de qualificação, o aumento de trabalho na HP e as crises em casa deram vazão pra essa crise no meu paraíso de emagrecimento, mas já não é mais desculpa.
Hoje mesmo já saio pro Cepê. Aliás, preciso dormir umas 3 horinhas antes disso -- e então, tem a HP, e treinamentos online de outros compromissos, e a minha vida -- leia-se ler Sagan, ler novamente o último livro da coleção clássicos da literatura juvenil, escrever "prazamiga", sair e manter minha alimentação em ordem (a casa, já desisti -- vou arrumando quando dá o rompante ou quando eu não aguento mais -- tenho de escolher o que fazer).
No fim, é como o dr. Thales falou: "você nunca vai ter vida tranquila. Você sabia que era assim antes de operar. Portanto, encontre tempo onde não há e se exercite." Lá vou eu, entonces...